O Enterro do Filho Nunca Amado

Um enterro com mil anos de lástima,

para um depressivo verme da terra,

ingrato, incrédulo e insolente.

Solidão, seu sobrenome ao relento.

 

Nem sua parideira lhe amou,

em morte, a terra rejeitou,

no vácuo se encontrou.

Defunto sem alma, cria sem vida.

 

As lepras são suas companheiras,

miserável humano das fezes, imundo ser

da fornalha social, nada foi e nada serás.

 

Descanse em desespero, filho nunca amado.